Publicado em: segunda-feira, 29/08/2011

Política de intervenção monetária é menos eficiente, diz Banco Central

Na avaliação do Banco Central, as medidas de intervenção monetária consideradas não convencionais que estavam sendo tomadas pela entidade monetária para conter os avanços das crises internacionais não estão mais sendo eficientes da forma que era esperado.

“Constatou-se que taxas de juros baixas não estão conseguindo gerar significativamente mais crédito, investimento ou consumo. Configura-se, ao contrário, a situação de armadilha de liquidez”, afirmou o diretor de Assuntos Internacionais e de Regulação Financeira do Banco Central, Luiz Pereira Awazu da Silva.

Para o diretor, vários motivos contribuíram para a deterioração das medidas. Ele explicou que um dos principais foi a redução da avaliação de risco referente a nora dos estados Unidos e do Japão. Ambas conseguiram desestabilizar os mercados internacionais e gerar desconfiança por parte dos investidores.

Outro motivo é a constante intratabilidade e volatilidade que as bolsas financeiras mundiais passam. Este fator reflete algumas fragilidades dos bancos. “O que está ocorrendo pode ser caracterizado como uma segunda etapa da crise. O cenário internacional está se desdobrando na sua vertente negativa”, explicou Silva.

Assim com a presidente Dilma Rousseff e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o diretor do banco Central também destacou que o Brasil está preparado para enfrentar os resultados da instabilidade econômica a partir de novas políticas fiscais. “A consolidação fiscal contribui para uma condução adequada da política monetária, além de permitir a redução dos custos financeiros pagos pelo governo e o alongamento dos prazos de financiamento”, comentou.