Publicado em: segunda-feira, 07/05/2012

Policial é flagrado borrifando spray de pimenta em cachorro na Rocinha

Edson Santos, comandante do patrulhamento da Rocinha, afirmou que vai ouvir o policial militar que borrigou spray de pimenta nos olhos de um cachorro em uma rua da comunidade da Rocinha durante a manhã deste domingo (6). Ele disse que vai procurar descobrir se o cachorro estaria a ponto de mordê-lo. De acordo com o major, o policial pode ter lançado o spray, considerado uma arma não letal, para que não machucasse o animal. O patrulhamento no local havia sido intensificado depois do confronto ocorrido entre policiais militares e traficantes, durante a madrugada de domingo, esultando em um suspeito baleado.

A equipe do jornal O Globo flagrou, através de uma fotografia, o policial militar jogando spray de pimenta no cão perto da Via Ápia. A foto foi publicada no site e também postada na página do veículo no Facebook. Até ás 19h do mesmo dia, a imagem já havia sido compartilhada mais de 12 mil vezes e tido mais de 3.700 mil comentários. Além disso, centenas de internautas compartilharam a foto no Twitter.

Confronto entre homens armados

De acordo com os policiais que realizavam o patrulhamento no local, em torno das 5h, a equipe descia a Rua 2 quando achou quatro homens armados com fuzis subindo o morro da favela. Ocorreu confronto e os homens escaparam. Segundo a polícia, Rafael Monteiro da Silva, conhecido como Canguru, de 22 anos, foi atingido no braço esquerdo, e localizado dentro de um barraco, após ter deixado um rastro de sangue. Apesar de tentar escapar, ele acabou sendo capturado pelo policiais. Rafael foi encaminhado até o hospital Miguel Couto, na Gávea, internado sob custódia.

Uma pistola .40 foi apreendida com o traficante. Na madrugada de sábado (5), policiais já haviam prendido Fábio Barros de Oliveira, irmão do líder comunitário Vanderlan Barros de Oliveira, conhecido como Feijão e assassinado na comunidade no dia 26 de março. Fábio responde acusação de três mandados de prisão devido ao tráfico. De acordo com a polícia ele era um dos homens de confiança do traficante Antonio Bonfim Lopes, o famoso Nem, para a venda de ecstasy. Quando Fábio foi preso, moradores tentaram impedir através de uma manifestação e chegaram oferecer R$ 50 mil para que ele não fosse levado.