Publicado em: sexta-feira, 09/03/2012

Polícia vai indiciar donos de postos por aumento de combustível

A Polícia Civil informou que vai punir os donos de postos de combustível que, abusivamente, elevaram os preços de seus produtos para se beneficiar da falta de abastecimento que atingiu a cidade de São Paulo durante esta semana. O delegado Archimedes Cassão Veras Júnior, informou que até a tarde desta quinta-feira (8), onze pessoas, sendo a maioria delas gerentes dos postos, tinham sido indiciadas em função dos reajustes.

“Isso não exime a culpa do dono do posto. Então todos os proprietários [que cometeram abuso] vão responder também”, disse o delegado, que ressaltou ainda que, dessa forma, o número de indiciados deve aumentar nos próximos dias. O delegado garante que todos os postos que aumentaram seus preços serão investigados mesmo que já tenham normalizado os valores. “Nas diligências de hoje, vários postos estavam fechados ou corrigiram o preço para não serem pegos”, afirmou.

Os indiciados devem responder por crime contra a economia popular. De acordo com a lei, a pena para casos como esse varia de seis meses a dois anos de prisão.

Os efeitos da greve dos distribuidores de combustível dos postos de gasolina afetaram ainda cidades do interior do Estado. Além disso, taxistas que trabalham na cidade de São Paulo foram bastante prejudicados com a falta de combustíveis. Eles tiveram que procurar postos mais distantes, na periferia, para continuar trabalhando, e mesmo assim, parte da categoria teve seu trabalho impossibilitado na quarta-feira (7).

A paralisação do abastecimento dos postos de gasolina aconteceu em protesto às novas restrições à circulação de caminhões pela Marginal Tietê, via mais movimentada da capital paulista. Já na segunda-feira (5), nenhum caminhão de combustível circulou por São Paulo e estima-se que cerca de 80% dos postos da cidade não foram abastecidos. Os dias de maior movimento são durante o final de semana e por isso os estoques dos postos costumam estar baixos. Em função disso, muitos postos ficaram sem alguns combustíveis.

Mesmo com Justiça de São Paulo ordenando que os caminhoneiros em greve retomassem o abastecimento da capital paulista, na terça-feira (6), o problema continuou se estendendo, pois por se tratar de trabalhadores autônomos, não havia como obrigar os motoristas a cumprir a decisão.