Publicado em: quinta-feira, 24/04/2014

Polícia investiga morte de dançarino do ‘Esquenta!’

Polícia investiga morte de dançarino do EsquentaOs armamentos de dez policiais militares que atuam na UPP Pavão-Pavãozinho, na Zona Sul do Rio de Janeiro, em Copacabana. São os policiais militares que participaram de um confronto com supostos criminosos na última segunda feira, dia 21 de abril, mesma noite em que o dançarino Douglas Rafael da Silveira Pereira, conhecido como DG, foi encontrado morto. As armas estão sob custódia do comando da UPP local, isso porque as investigações pretendem chegar na informação de onde foi que partiu o tiro que atingiu e matou o dançarino, conhecido por fazer parte da equipe do programa ‘Esquenta!’

As investigações devem ainda ouvir os oito policiais que estavam atuando na operação da UPP, com depoimentos que irão constar no inquérito sobre a morte do dançarino. Frederico Caldas, o comandante das UPPs, admitiu que houve tiroteio no Pavão-Pavãozinho, mas negou que os policiais tenham perseguido o dançarino, depois de tê-lo confundido com um traficante da região. Ele afirmou que realmente ocorreu um tiroteio intenso e por isso os policiais acabaram recuando, mas que não havia qualquer relato de seus policiais sobre uma perseguição a qualquer pessoa na comunidade. Ele ainda finalizou afirmando que nem seria possível constatar se há uma relação entre a troca de tiros durante a madrugada e a morte do dançarino.

Dg foi encontrado morto dentro de uma creche, localizada na Ladeira San Roman, uma das principais vias de acesso da UPP Pavão-Pavãozinho. De acordo com informações já divulgadas pela investigação, o corpo de DG estava no pátio de uma instalação que tem muros de até dez metros de altura em seu entorno. O delegado responsável pelo inquérito e o da Divisão de Homicídios já visitaram a creche em busca de indícios que expliquem quais foram as circunstâncias da morte. Novas inspeções foram realizadas exatamente no local em que DG foi encontrado morto. O delegado confirmou que o dançarino foi atingido por um disparo, depois da negação inicial deste fato.