Publicado em: segunda-feira, 01/08/2011

Polícia Federal tem 79 inquéritos para investigações sobre escândalo dos Transportes

Em entrevista concedida ontem pelo diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello Coimbra, o órgão tem 79 inquéritos em aberto para dar continuidade às investigações referentes às obras licitadas pelo Ministério dos Transportes e que sofrem acusações de superfaturamento. São investigados o Departamento Nacional de Infraestrutura dos Transportes (DNIT), com 74 inquéritos, e a Valec Engenharia, Construções e Ferrovias, com os outros cinco casos. As obras estavam sendo realizadas em 20 estados brasileiros.

Durante sua fala, Coimbra afirmou que “os inquéritos apuram crimes contra a administração pública. Os fatos sob investigação são condutas que se relacionam a crimes contra a administração.” As investigações tem como objetivos encontrar provas que relacionem as práticas do DNIT e da Valec com desvio de verba pública, licitações previstas e corrupção no gerenciamento dos órgãos governamentais. A entrevista também foi o momento para que Coimbra defendesse a atuação da PF, que estava recebendo críticas por “não fazer nada” perante o quadro de denúncias contra o governo.

Desde o momento quando o Ministério dos Transportes recebeu as primeiras acusações, publicadas pela revista Veja no início de julho, 19 membros do governo foram exonerados, incluindo o então ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento (PR), e o diretor-geral do DNIT, Luiz Antônio Pagot.

Conforme novos nomes foram sendo vinculados ao escândalo, a presidente Dilma Housseff anunciou que faria uma reestruturação no DNIT substituindo todos os nomes que faziam parte da composição da diretoria do Departamento. Ao mesmo tempo, a presidente afirmou que daria prioridade a profissionais com caráter técnico ao invés de indicações políticas.