Publicado em: terça-feira, 29/05/2012

Polícia Federal deve ouvir funcionários da Casa da Moeda na investigação sobre desaparecimento de cédulas

A polícia federal vai ouvir todos os funcionários da Casa da Moeda do Brasil (CMB) que trabalham com equipamentos de embalagem e lacre de dinheiro. O objetivo é investigar o sumiço de100 notas de R$ 50 ocorrido no ano passado. Segundo o superintendente da Diretoria de Administração e Finanças da CMB, Álvaro de Oliveira Soares, as imagens gravadas mostraram funcionários de outras atividades fazendo o trabalho de embalagem. Segundo ele, logo que o sumiço das notas foi detectado pela casa da moeda, a CMB fez uma inspeção, mas máquinas de impressão para verificar se não havia nenhum problema. Segundo Soares, as folhas podem ter ficado presas ou pode ter acontecido algo desse tipo. Então este foi o primeiro procedimento feito pela casa. Depois que nenhum problema técnico foi observado, a CMB abriu um processo de sindicância, logo depois do ocorrido, em 2011. No entanto, não foi possível concluir qualquer coisa já que não havia provas suficientes para culpar alguém.

Depois desse processo, a CMB abriu um novo processo, mas desta vez administrativo disciplinar. No entanto a conclusão foi um pouco diferente sindicância, pois algumas imagens mostraram suspeitas, mas não foi possível concluir com nenhuma prova definitiva. O inquérito foi finalizado no final de 2011. Com a troca do comando na CMB, no novo presidente pediu que essa pendência fosse investigada pela Polícia Federal. Em função disso o material foi recolhido juntamente com os nomes dos suspeitos. A polícia então começou a investigar o caso e pretende interrogar os funcionários. Quem conduz o caso é a Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros.

Programa consegue detectar sumiço de 100 cédulas

Segundo Soares, todos os anos a CMB lança em média 3,5 bilhões de cédulas. Este ano estima-se que serão mais 4 bilhões de notas. Esse é um volume que alcança países como os Estados Unidos e a Rússia. O sistema, de acordo com o superintendente, é eficiente já que consegue detectar a falta de 100 cédulas num processo produtivo de 3,5 bilhões e 4 bilhões.