Publicado em: quarta-feira, 26/02/2014

Polícia caça suspeitos de liderarem black blocs em São Paulo

 Polícia caça líderes de black blocs em São PauloAproximadamente 40 pessoas estão na mira da Polícia Civil, em São Paulo, por serem suspeitas de liderar o quebra-quebra do movimento Black Bloc na capital paulista. Segundo o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), eles poderão ser indiciados por formação de quadrilha armada, se forem associados a uma organização criminosa.

Desde os protestos de junho do ano passado, a investigação da polícia reuniu os boletins de ocorrência envolvendo os protestos, e recebeu dados de pessoas averiguadas e liberadas pela PM nos atos. Com isso, os suspeitos passaram a ser intimados a depor. A suspeita é que a internet seja a principal forma de marcarem atos violentos. Por isso, aguarda-se ainda a liberação de informações pelo Facebook, para auxiliar na identificação das pessoas.

Por enquanto nenhum suspeito está sob custódia, já que todos foram liberados após prestarem depoimento. Ao todo, mais de 300 black blocs foram pré-identificados e são investigados. O arquivo da investigação possui mais de 700 fotografias de pessoas identificadas até o momento como participantes de atos violentos.

O Deic garante, ainda, que a investigação não visa inibir o livre direito de manifestação, mas sim garantir atos pacíficos. Para garantir eficiência na busca, a Polícia Civil de São Paulo acompanha de perto os trabalhos realizados no Rio de Janeiro para apurar quem são e como agem os black blocs de lá.

Repressão ao vandalismo no ato

No último sábado (22), a Polícia Militar de São Paulo usou a “Tropa do Braço”, formada por agentes com formação em artes marciais, durante um protesto contra a Copa do Mundo realizado no centro da capital paulista. Na ação, 262 pessoas foram detidas por suposta participação em atos de vandalismo. Os boletins de ocorrência registrados na ocasião já foram incorporados à investigação, e os detidos serão convocados a depor nos próximos dias.