Publicado em: terça-feira, 19/07/2011

Polícia britânica tem duas renúncias por consequência do caso dos grampos

A Scotland Yard, polícia de Londres, teve seu nome envolvido no escândalo dos grampos telefônicos que vem derrubando cada vez mais nomes poderosos da Grã-Bretanha. Nessa segunda-feira (18), o diretor da polícia, Sir Paul Stephenson, renunciou ao cargo logo após o comissário adjunto da Scotland Yard, John Yates, também ter deixado seu posto. A situação da polícia britância é complicada, pois, ao mesmo tempo em que deve investigar as acusações, seus membros foram acusados de terem colaborado com os grampos.

As suspeitas com relação ao trabalho da polícia durante o período no qual as escutas telefônicas aconteceram se agravaram quando a Scotland Yard contratou Neil Wallis, um ex-redator do tabloide com as maiores denúncias, o News Of The World. Wallis trabalhou como assessor da polícia pelo período de 11 meses, durante o ano de 2009. O problema fica pior ainda, pois foi neste ano quando Yates se recusou a reabrir o caso das escutas, sendo que ele já havia sido fechado em 2007.

No seu discurso de despedida, Stephenson afirmou que a relação entre o premiê britânico e o ex-editor do jornal em questão dificultava a conversa sobre as denúncias. “Eu não quis comprometer o primeiro-ministro de nenhuma forma ao revelar ou discutir um suspeito [Wallis] em potencial que claramente tinha uma relação próxima a [Andy] Coulson,” explicou o ex-diretor da polícia.

As acusações contra o jornal reúnem mais de 4 mil nomes de pessoas que podem ter sido grampeadas pelos repórteres para conseguirem informações exclusivas. O caso se agravou quando descobriram que vítimas de atentados terroristas e a jovem Milly Dowle foram alvos dos grampos também.