Publicado em: terça-feira, 19/11/2013

Polícia afirma que já pode indiciar padrasto de Joaquim

Polícia afirma que já pode indiciar padrasto de JoaquimEstá prevista para acontecer ainda nesta semana uma reconstituição da noite do desaparecimento do menino de três anos Joaquim, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. A polícia já destacou que apresenta provas e elementos suficientes para indiciar o padrasto do menino, Guilherme Longo, pelo assassinato do enteado. Ainda não está clara a participação da mãe no crime e continua sob investigação, já que vários pontos do depoimento continuam sob contradição. Ela já prestou diversos depoimentos, para esclarecer as questões.

Nesta ocasião, o delegado foi um pouco mais duro durante o interrogatório, para tentar esclarecer os pontos ainda duvidosos no crime, que envolvem a fala dela e do padrasto. Existe uma forte suspeita de que o menino tenha sido morte com uma dose muito superior a recomendada de insulina. Arthur Paes, o pai do menino morto, afirmou na última segunda feira que ele mantinha um bom relacionamento com a ex-mulher e também com o padrasto do filho, destacando não ter raiva de nenhum dos dois.

O suspeito já foi levado para a delegacia de Ribeirão Preto e previsão é que até quarta feira seja realizada a reconstituição da noite em que Joaquim desapareceu. Também deve acontecer em breve uma acareação entre Natália e Guilherme. O laudo que deveria indicar a causa da morte de Joaquim apresentou resultado inconclusivo e novos exames foram solicitados pela polícia, o que ainda não é garantia que a presença de insulina nos tecidos seja identificada, porque o hormônio consegue ser metabolizado rapidamente pelo organismo.

O corpo do menino passou cinco dias desaparecido antes de ser encontrado boiando em um rio a mais de 100 quilômetros da cidade onde a família morava. Natália voltou a reafirmar que o marido ficava agressivo com Joaquim quando usava droga, da qual era dependente. A polícia examinou até uma conversa do casal pelo computador, onde o técnico declarava que não aguentava mais a dependência e dava a entender que iria se matar.

O pai de Joaquim concedeu ontem uma entrevista à televisão, afirmando que ainda não quer acreditar que a ex-mulher e seu companheiro tenham envolvimento com um crime, apesar de ser isso que as investigações estão apontando. Ele comentou ainda saber que Guilherme era usuário de drogas, mas que Natália teria afirmado para ele que o companheiro tinha abandonado o uso há muito tempo.