Publicado em: quarta-feira, 04/02/2015

Planos de saúde praticam reajustes abusivos

Muita gente foi enganada recentemente com a compra de planos de saúde, que no início se mostrava como um excelente negócio, registrando uma economia de mais de R$ 400 por mês para cada integrante da família. Entretanto, passado o tempo de contratação do serviço, os usuários são informados pelas operadores sobre um reajuste de 70% na mensalidade, quando descobrem que o bom negócio era só uma armadilha para conseguir o contrato com novos clientes. Nesta última semana, várias consumidores que foram enganados conversaram com a imprensa sobre a situação, após a contratação de um plano de saúde coletivo.

O plano foi adquirido com a própria lei recomenda, já que os funcionários estavam ligados a um sindicato ou são proprietários de alguma empresa. O problema é que apesar de parecer vantajoso no coméco, os reajustes nesses planos acabam sendo ainda mais altos que os ajustes nos valores individuais. Isso pode acontecer porque nào é diretamente a Agência Nacional de Saúde Suplementar que regulamenta os índices de reajuste dos planos coletivos, diferente do que acontece com os planos individuais. Com isso, as operadores ficam livres para determinar o índice que quiserem para aumentar a mensalidade nestes casos.Planos de saúde praticam reajustes abusivos

Por isso, mesmo que a ANS tenha determinado em 9,65% o aumento em 2014 para os planos individuais, a média de reajuste para os planos coletivos chegou a quase o dobro desse índice, de acordo com as informações do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor. Em alguns casos, o aumento chegou a ser superior a 60% no reajuste. Algumas pessoas ainda precisam pagar mais ainda por conta do reajuste anual, mas somado a mudança da faixa etária, que torna a tarifa do plano de saúde quase inviável, com base no que foi contratado inicialmente.

Para alguns, a economia representava muito no momento da contratação, mas com o reajuste anual, os consumidores perceberam que se tratava apenas de uma enganação. Muita gente ainda era informada inicial que o reajuste seria pequeno, mas algumas mensalidades passaram de R$ 994,76 para R$ 1.719, o que representa 73% de aumento na prática.