Publicado em: quinta-feira, 20/02/2014

PIB de 2013 pode ter crescimento inferior ao do ano anterior

PIB de 2013 pode ter crescimento menos que em 2012Dezembro registrou queda no Indicador de Atividade Econômica (PIB Mensal) em relação a novembro, fazendo a expansão acumulada de 2013 fechar em 2,3%. Os dados foram divulgados pela Serasa Experian na última quarta-feira (19). O Produto Interno Bruto (PIB) de 2013 será divulgado no dia 27. Em 2012, o crescimento foi de 1% segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2013, o destaque na oferta agregada ficou por conta do setor agropecuário, que avançou 7,3% após uma safra recorde de 187 milhões de toneladas de grãos. O avanço da indústria, por sua vez, não empolgou, com avanço de 1,3%, abaixo dos serviços, que cresceram 2,1%. Na demanda agregada, os investimentos foram destaque, com alta de 6,3%, o consumo das famílias cresceu 2,3% e o do governo, 1,8%.

A economia brasileira também sofreu um baque pelo avanço das importações muito acima do crescimento das exportações, com 8,7% e 2%, respectivamente. Já no exterior, o fim da recessão na zona do euro foi um dos fatores que ajudou 2013 a ser marcado como um ano de recuperação da economia.

Desaceleração da renda já ameaça PIB deste ano

A renda média do brasileiro apresenta sinais de enfraquecimento em relação à alta que vinha tendo. Isso pode afetar o crescimento econômico do país no ano, já que ele vinha sendo sustentado pelo consumo nos últimos anos.

Em 2013, o aumento da renda demonstrou desaceleração quando o rendimento médio mensal registrado foi de R$ 1929. O aumento foi inferior a 2% em relação ao ano anterior, o que não acontecia desde 2005, segundo o IBGE.

A ocupação no mercado de trabalho também não apresentou grande avanço, apenas 0,7% em dezembro de 2013. Com isso, o poder de barganha dos trabalhadores para negociar melhores reajustes fica comprometido, o que também interfere diretamente no consumo e, consequentemente, no resultado final do PIB.

Para este ano o cenário tende a ser semelhante ao de 2013. A inflação quase não dá sinais de recuo, a moeda segue perdendo poder de compra e a média de avanço da renda, da ocupação e das importações em relação às exportações devem seguir os padrões do ano passado.