Publicado em: terça-feira, 11/03/2014

PF realiza operação para derrubar esquema fraudulento em pelo menos nove Estados

PF realiza operação para derrubar esquema fraudulento em pelo menos nove EstadosAconteceu nesta terça feira (11) uma operação da Polícia Federal (PF) para desarticular um grupo que fraudou mais de 100 fundos de pensão de servidores municipais em todo o Brasil. De acordo com a estimativa da Polícia Federal, os prejuízos causados pelo bando, em longo prazo, poderiam afetar o recebimento de aposentadorias pelos servidores que foram enganados.

Foram cumpridos pela Polícia Federal sete mandados de prisão e 14 mandados de busca e apreensão em São Paulo e São José do Rio Preto, segundo informação da própria PF. Foram empregados na operação, nomeada Fundo Falso, 60 agentes.

O balanço foi de 11 pessoas presas, além da apreensão de R$ 1 milhão em cheques. A identidade dos envolvidos ainda não foi divulgada, mas as investigações descobriram que houve fraude nos fundos de 107 prefeituras nos Estados de Minas Gerais, Paraná, São Paulo, Pernambuco, Pará, Rondônia, Goiás, Maranhão e Mato Grosso do Sul.

De acordo com a PF, os trabalhos seguem para averiguar fundos de previdência de vários municípios de São Paulo, como Osasco, Paulínia, Barueri e Francisco Morato. Ainda há indícios de fraude em Fortaleza e Recife.

Abusando da confiança

As investigações da Polícia Federal começaram ainda em 2012, após constatações de fraudes nas aplicações dos servidores, identificadas pelo Ministério da Previdência. Para viabilizar o esquema, foi constituída uma empresa de consultoria financeira por parte dos fraudadores. Esta empresa de fachada era supostamente responsável por indicar as melhores opções de investimento aos fundos de pensão.

Porém, o grupo encaminhava os recursos dos fundos de aplicação dos servidores a aplicações temerárias. O lucro dos fraudadores vinha por meio de comissões ilegais pagas por operadores do mercado financeiro. Os presos vão responder por organização criminosa, gestão fraudulenta, fraude em licitação, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. As penas variam de 1 a 12 anos de prisão.