Publicado em: terça-feira, 19/08/2014

PF faz ação contra pornografia infantil na internet

PF faz ação contra pornografia infantil na internetNesta terça feira, dia 19 de agosto, a Polícia Federal realizou uma operação nacional contra a pornografia infantil divulgada na internet. A ação foi coordenada pela Superintendência de Belém, mas ocorreu em diferentes 14 estados do país, bem como no Distrito Federal. Até o horário do almoço, metade do dia de operações, mais de dez pessoas já haviam sido presas em flagrante, mexendo nos computadores onde foi encontrado material de pornografia infantil. Os computadores dos suspeitos e acusados também foram recolhidos pela Polícia Federal durante a ação. Conforme foi divulgado pela Polícia Federal, cerca de 230 agentes atuaram na ação cumprindo 42 mandados de busca e apreensão dos equipamentos eletrônicos nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Paraná, Piauí, Pernambuco, Paraíba, Minas Gerais, Goiás, Espírito Santo, Ceará, Bahia, Amazonas, Pará e Distrito Federal.

As prisões aconteceram nos estados de São Paulo, quatro presos, Rio Grande do Sul, com um preso, no Paraná, com dois presos, em Minas Gerais, com dois presos, no Espírito Santo, com um preso, e na Bahia, com um preso. Os suspeitos todos presos foram encontrados em flagrante em posse de material pornográfico com imagens de crianças e adolescentes. Conforme relatou uma das delegadas envolvidas na operação, ainda não se tem a comprovação de que o material era produzido pelos suspeitos, mas eles acabarão sendo indiciados, pelo menos, pelos crimes de troca de pornografia infantil e também pelo armazenamento do material, que são crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente. Se condenados, os suspeitos podem pegar penas pelos dois crimes de quatro a dez anos de prisão.

As investigações para essa ação da Polícia Federal tiveram início ainda no ano passado, depois que a PF realizou um trabalho de monitoramente e detectou o compartilhamento de imagens pornográficas em diversos perfis de redes sociais. A delegada explicou que eles usaram a mesma rede social para trocar arquivos. A operação teve início no Pará e um monitoramento sistemático foi realizado depois disso. Agora a polícia deve ainda investigar os endereços dos perfis nas redes sociais, para checar se houve acesso dos usuários a programas que envolvem o compartilhamento de vídeos e fotos de crianças e adolescentes nus e também abuso sexual.