Publicado em: quarta-feira, 04/04/2012

PF diz que obra que derrubou quatro paredes estruturais foi responsável por desabamento no Rio

Fábio Scliar, delegado responsável pelo caso do prédio que desabou no início do ano no Rio de Janeiro, afirma que das sete ou oito paredes que foram derrubadas, ao menos quatro delas eram estruturais. Uma acareação foi feita juntamente com quatro operários que trabalharam na obra feita no nono andar do Edifício Liberdade, que desabou em janeiro no centro do Rio.

Segundo informações do delegado, os operários chegaram à conclusão de que se trata de paredes estruturais devido à estrutura de concreto e ferro que estava “amarrada por estribos que adentravam a viga e a laje do piso”. Os ferros teriam sido retirados sem que eles soubessem que estavam amarrados.

Os operários confirmaram que derrubaram as paredes porque Cristiane Azevedo, gerente da empresa TO (Tecnologia da Informação), pediu. Entretanto, o advogado da TO, Jorge Willians Soares, garante que as paredes que foram removidas eram apenas divisórias.

Já Scliar frisou que os operários que estavam trabalhando na obra não tinham especialidade em construção, eles eram contratados de uma empresa de decoração, desenvolvendo serviços de gesso, piso e persiana. Não havia nenhum pedreiro na obra do prédio que caiu.

Desabamento deixou 22 mortos e três desaparecidos

Os três edifícios que desabaram ficavam logo ao lado do Theatro Municipal e caíram por volta das 20h30 do dia 25 de janeiro. O prédio Liberdade tinha 18 andares, o Colombo, 10, o menor deles, apenas quatro. Apesar do teatro não ter sido atingido, seu anexo em que funciona a bilheteria, teve danos causados pelos escombros. Ao longo de vários dias, corpos foram retirados do local, totalizando 22. Contudo três pessoas não foram encontradas.