Publicado em: sexta-feira, 25/04/2014

PF diz que na troca de mensagens Padilha indicou um executivo para Youssef

PF diz que na troca de mensagens Padilha indicou um executivo para YoussefO cerco está se fechando e as investigações acerca do caso “Operação Lava Jato” continuam. Documentos da polícia federal apontam o ex-ministro da saúde Alexandre Padilha de ter envolvimento com o caso e com o doleiro Alberto Youssef, que foi preso pela acusação de estar à frente de um suposto esquema de lavagem de dinheiro, que de acordo com a PF, chegou a movimentar em torno de R$ 10 bilhões.

Afim de apurar os fatos, a Polícia Federal analisou o conteúdo de 270 mensagens que foram trocadas entre Youssef e o deputado André Vargas (PT-PR), em setembro do ano passado e no dia 12 de março desse ano.

Em uma das mensagens trocadas no ano passado, a PF localizou o nome do ex-ministro da saúde Alexandre Padilha, que estava identificado como “Padilha” somente, segundo os documentos, André Vargas disse a Youssef que Padilha indicou um executivo para o Labogen, laboratório do doleiro que dentro das hipóteses, foi usado no esquema de lavagem de dinheiro.

Conclusão da PF

O diálogo por meio da mensagem acontece da seguinte forma: Vargas diz: “Achei o executivo”. Youssef responde: “Ótimo, traga ele para nos reunirmos e contratarmos”. Vargas responde: “Sexta ele estará aí.

Dá o número do celular e fala que é Marcos, estará em São Paulo no dia seguinte ou segunda e que foi o Padilha que indicou”. De acordo com o relatório da PF, “Marcos”, é na realidade Marcuz Cezar Ferreira de Moura, coordenador de promoção de eventos da assessoria de comunicação do Ministério da Saúde na gestão de Padilha.

Além disso, Moura também participou de reuniões na Labogen. A Polícia federal chegou à conclusão de que há indícios que os envolvidos no esquema tenham uma grande preocupação em colocar para comandar o Labogen quem não levantasse suspeita alguma das autoridades que fiscalizavam.