Publicado em: segunda-feira, 02/04/2012

PF desmonta quadrilha que vendia aves silvestres

Nesta segunda-feira (2), a Polícia Federal detonou a Operação Estalo, que tem como função desmontar quadrilhas que são especializadas em tráfico de aves silvestres e exóticas. Ao todo, 62 mandados judiciais já estão sendo cumpridos por oito estados brasileiros, além do Distrito Federal. Desses mandatos, 33 são de busca e apreensão, 20 são de prisão preventiva, dois são de prisão temporária e sete são ações coercitivas nos estados de Pernambuco, São Paulo, Ceará, Amazonas, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais. Santa Catarina e Roraima.

De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Federal, no período das investigações, que tiveram início há um ano, foi descoberto que aves que tiveram origem do Equador, Peru e Venezuela eram contrabandeadas por pessoas que criavam canários para ganhar dinheiro com as rinhas. Esses animais eram comprados nesses países por aproximadamente R$12, contudo eram vendidos no mercado clandestino do Brasil a partir de R$130. Nas rinhas, os canários passavam por uma avaliação, segundo as habilidades que eram apresentadas, e depois disso eram vendidos por até R$ 100 mil cada um deles. As apostas nas rinhas também eram altas e podiam chegar a R$ 50 mil.

O grupo de criminosos tinha apoio de um policial civil, que recebia até cerca de R$ 3 mil por cada carregamento. Mais de doze mil aves contrabandeadas pelas quadrilhas durante a investigação foram apreendidas em rodovias e aeroportos de vários estados do país. Quem é flagrado cometendo o crime, pode chegar a ser multado em valores superiores a trinta milhões de reais por transporte clandestino e comércio ilícito, além de manutenção em cativeiro.

Os detidos pela policia federal irão responder pelos crimes de corrupção ativa, receptação, contrabando, formação de quadrilha, falsificação de selo público, e mais os inúmeros crimes ambientais. Somadas, as penas podem passar os 50 anos de prisão.