Publicado em: segunda-feira, 11/06/2012

Pesquisas indicam que na França, esquerda tem maioria parlamentar

Uma contagem parcial de votos já permitiu a formação de projeções iniciais, indicando que na Assembleia Nacional francesa, a coalizão socialista deve conquistar entre 280 e 329 cadeiras. Como a Assembleia é composta por 577 membros, isso significaria que pela primeira vez em uma década, a esquerda conquistaria a maioria.

Cerca de 12 a 18 cadeiras do Partido Verde estão contribuindo para o aumento de lugares do Partido Socialista, que, num quadro ideal deles, a eleição deveria garantir o lugar de pelo menos 289 deputados do próprio partido. Este número representa o tanto mínimo necessário para que se possa governar sem necessitar negociar com aliados.

Mesmo com os resultados parciais da boca de urna, Marine Le Pen, dirigente de estrema direita, venceu a disputa em um distrito no norte da França, já no primeiro turno das eleições parlamentares, realizadas ontem, domingo (10).

Nas eleições presidenciais, tanto ela quanto o oponente socialista, haviam ficado em terceiro e quarto lugar. Foi depois deste resultado que Marine declarou que a Frente Nacional, seu partido atual, estaria atuando na posição de ‘terceira força’ do país. Ela ainda exortou a possível recomposição da direita, depois de ter conseguido alcançar um resultado satisfatório no primeiro turno.

Previsões

As pesquisas iniciais indicam que a Frente Nacional deve conquistar cerca de três cadeiras. O número já seria suficiente para conseguir reconduzir o partido ao Parlamento, que não atua no local desde 1997. Enquanto os conservadores, de acordo com as projeções, devem conseguir alcançar entre 201 e 263 cadeiras.

Pesquisas de outro instituto confirmavam os resultados. Com exceção do TNS Sofres, outro instituto de pesquisa, que foi o único a indicar que os socialistas, juntamente com os verdes, não iriam conseguir alcançar grande maioria. Para a esquerda, esta votação representa um avanço. “Existe um vencedor na esquerda, mas não é um grande vencedor. É uma maioria relativa e não absoluta. Em uma crise, seria necessária uma maioria absoluta”, destacou o analista da consultora política Stephane Rozes.