Publicado em: sexta-feira, 08/02/2013

Pesquisadores reagem a possível escolha de Chalita para Ciência e Tecnologia e deputado deve ficar de fora de ministério

A comunidade científica reagiu a possível escolha do Deputado Federal Gabriel Chalita (PMDB-SP) para o cargo de Ministro da Ciência e Tecnologia. Após isso, a presidente Dilma Rousseff afirmou para interlocutores que está em busca de outro lugar para o político aliado.

Pessoas que eram próximas de Chalita afirmaram que o próprio deputado teve sinais que a ida dele para o ministério não estava certa. Durante os últimos dias, interlocutores da Presidência aumentaram as críticas de que o político, por ser religioso demais, poderia misturar conceitos de ciência com fé enquanto estivesse em frente da pasta.

Pessoas que são próximas do deputado dizem que como ele é professor universitário e tem dois doutorados ele não causaria problemas, mesmo que tivesse laços estreitos junto às alas mais tradicionais da Igreja Católica. A aproximação desse com Dilma ocorreu durante a campanha de 2010, quando ele foi a pessoa fundamental para que desfizesse os rumores de que a candidata era favorável ao aborto e casamento de pessoas do mesmo sexo.

Chalita foi outra peça-chave durante o segundo-turno da campanha de Fernando Haddad (PT) para a Prefeitura da cidade de São Paulo no ano passado.

Dilma mostra ter simpatia com o aliado, porém não iria querer comprar uma briga com um setor que é crucial na inovação tecnológica que é uma das bandeiras do governo dela. O Planalto vê esta área como um ponto fraco do titular da pasta, Marco Antonio Raupp. Chalita ainda pode ser escolhido para comandar outro ministério, e o Turismo, que é ocupado pelo peemedebista Gastão Vieira, é visto como o caminho que deve ser seguido.

Para que esta tese seja reforçada a pasta que hoje é comandada por um afilhado de José Sarney, deu ao Maranhão o ministério de Minas e Energia que é ocupada por Edison Lobão que é licenciado por este Estado. O PMDB não vai apresentar resistência para a não indicação de Chalita de maneira inicial desde que isso seja parte da estratégia de Dilma para que abase de apoio no partido seja ampliada.

Dilma deve terminar a minirreforma do alto escalão do governo no mês de março. Pelo menos uma lógica vai ditar o jogo, que é de encontrar apoio futuro para a reeleição dela.