Publicado em: sábado, 08/03/2014

Pesquisadores do Estados Unidos acreditam na terapia genética capaz de proteger pacientes do vírus HIV

Pesquisadores do Estados Unidos acreditam na terapia genética capaz de proteger pacientes do vírus HIVCientistas no Estados Unidos conseguiram por meio de uma terapia genética, melhorar o quadro de 12 pacientes que sofrem com HIV, dando mais resistência ao sistema imunológico deles para que assim possa combater a ação do vírus que é o causador da AIDS. O estudo comprova que com esse método, os pacientes não irão precisar mais tomar medicamentos diários afim de controlar a infecção.

Depois de passarem por um tratamento para dar aos pacientes mais resistência ao HIV, Glóbulos brancos foram retirados e injetados novamente depois. Em alguns casos, há pessoas que já nascem com uma rara mutação que é capaz de protege-los da doença, essa mutação é responsável por alterar estruturas das células-T e assim fazem com que os vírus não entrem nas células e se proliferem. Depois de verem um paciente se recuperar totalmente da infecção pelo HIV, os pesquisadores da Universidade das Pensilvânia agora estão criando e adaptando os próprios sistemas imunológicos dos pacientes, para que eles possam que eles possam ter defesa.

Procedimentos

Muitas células-T foram tiradas do sangue de pacientes e estão sendo tratadas até que os médicos pudessem cultivar bilhões de células para trabalhar com elas, em torno de 10 bilhões de células foram reinjetadas, mas somente 20% delas puderam ser aproveitadas porque o restante não foi modificado como o esperado. Também na pesquisa, os médicos suspenderam a medicação por quatro semanas e o resultado superou as expectativas, o número de células-T que ainda não são protegidas, caíram significativamente, contudo, as células-T que já são modificadas pareceram protegidas e ainda puderam ser encontradas no sangue meses depois.

De acordo com o diretor do Laboratório de Produção de Vacinas e de Células Clínicas da Universidade da Pensilvânia, Bruce Levine, esta é a primeira vez que esse procedimento é feito, a edição genética nunca havia sido testada antes em seres humanos, afirma.