Publicado em: quarta-feira, 20/08/2014

Pesquisadores descobrem droga que recupera o cabelo de pacientes que sofrem de doença autoimune

Pesquisadores descobrem droga que recupera o cabelo de pacientes que sofrem de doença autoimuneUma descoberta recente pode mudar a vida de quem sofre com problemas capilares. Pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, chegaram à conclusão que uma droga que já foi utilizada para tratar um tipo de câncer no sangue, pode ser responsável por recuperar o cabelo em apenas cinco meses de pacientes que possuem a doença “alopecia areata”. A doença alopecia areata é uma doença autoimune no qual os linfócitos T – células de defesa do organismo atingem principalmente os folículos capilares, causando a queda de cabelo.

No último domingo (17), os resultados de testes feitos em três pacientes foram publicados na revista científica “Nature Medicine”. Para que pudessem chegar a esse resultado, o primeiro passo que os cientistas tomaram foi realizar o estudo em camundongos e verificar onde está o conjunto de linfócitos T responsáveis por atacar os folículos capilares da doença. O segundo passo, foi estudar quais as vias dos sistemas imunológico que poderiam ser inibidas para que se prevenissem contra o ataque dos folículos. Os especialistas testaram nos camundongos dois tipos de drogas de uma classe que é chamada de inibidora da via JAK. Os medicamentos que foram testados nos roedores, ruxolitinib e tofacitinib acabaram bloqueando essa via imunológica, fazendo com que se tornasse reversível a queda dos pelos por pelo menos cinco meses.

Resultados favoráveis em humanos

O efeito que as drogas causaram puderam ser avaliadas como duradouras, porque permaneceram mesmo depois do fim do tratamento. Já a droga ruxolitinib, usada nos Estados Unidos especificamente para o tratamento da mielofibrose – um tipo de câncer de sangue -, também foi testada em humanos, por meio de um pequeno estudo. Nesse caso, os resultados demonstraram que em três desses pacientes, o medicamento restaurou de forma completa a queda de cabelo que era provocada pela doença, em cerca de cinco meses.