Publicado em: quarta-feira, 26/09/2012

Pesquisadores da UNB recebem prêmio de Organização Pan-Americana de Saúde

Pesquisadores da UNB recebem prêmio de Organização Pan-Americana de SaúdeA Organização Pan-americana de Saúde entregou a pesquisadores brasileiros na última semana um prêmio nos Estados Unidos pela pesquisa Nacional de Aborto de 2010 que revelou entre outras coisas, que mais de um quinto das mulheres do país fazem pelo menos um aborto até o fim da vida reprodutiva.

O Prêmio Fred L. Soper por Excelência em Literatura de Saúde Pública é oferecido pela Organização para os melhores estudos nessa área. Débora Diniz e Marcelo Medeiros da Universidade de Brasília lideraram as pesquisas. Sobre a conquista, Medeiros disse: “A gente nunca tinha ganhado nada tão grande”.

Para o pesquisador, o grande mérito do estudo apareceu ao revelar que 22% das mulheres entre 35 e 39 anos já fizeram aborto em algum momento de sua vida.

A pesquisa também mostrou que a mulher que aborta é uma mulher “normal”. Há mulheres casadas e mães de família entre as que admitiram ter induzido o aborto em algum momento da vida. O que não quer dizer, necessariamente, que elas já eram mães quando optaram pelo fim da gestação.

O aborto é considerado crime hoje pela lei brasileira, exceção feita em casos de estupro, e de fetos anencéfalos (sem cérebro) ou que crie risco à vida da mãe.

Clandestinidade transforma aborto em um problema de saúde pública

O sociólogo diz que é a clandestinidade que transforma o aborto em um problema de saúde pública. A pesquisa revelou que o medicamento Misoprostol é o método mais usado para induzir o aborto. Seu uso como abortivo é reconhecido nos lugares onde o aborto é legalizado.