Publicado em: terça-feira, 11/10/2011

Pesquisa mostra tendência otimista do cérebro

Estudo realizado pelo University College de Londres busca analisar por que o cérebro está condicionado a receber respostas positivas. A professora que coordena a pesquisa, Tali Sharot, afirmou que passou a se interessar pelo assunto depois de perceber como as pessoas tendem a se manter otimistas mesmo depois de terem passado por várias perspectivas negativas. Para tentar compreender melhor como isso acontece, o estudo contou com 19 voluntários para um experimento.

Os voluntários eram observados por um escâner de ressonância magnética funcional (fMRI) enquanto recebiam informações de situações cotidianas. Foram colocadas 80 possibilidades diferentes, entre elas ter o carro roubado, ser demitido, desenvolver Mal de Parkinson. Depois de conhecerem cada possível catástrofe, os pesquisadores pediram aos voluntários que descrevessem como elas poderiam acontecer na vida real. Na seqüência, os cientistas informaram a média real de probabilidade para cada situação. Com os números certos, os voluntários reavaliaram como acreditavam que cada situação poderia acontecer.

As respostas de cada voluntário comprovaram que a tendência é aproximar para ‘baixo’ a probabilidade de uma coisa ruim acontecer. Para a coordenadora da pesquisa, “nosso estudo sugere que selecionamos e escolhemos a informação que ouvimos. Quanto mais otimistas, menos propensos nos sentimos a sermos influenciados por informação negativa sobre o futuro”.

Além disso, a pesquisadora alerta para o fato que o otimismo pode interferir em atitudes preventivas, como o sexo seguro, por exemplo, ou na economia do dinheiro. Ao acreditar que nada de ruim poderá acontecer, o indivíduo acaba se colocando em risco perante determinada situação.