Publicado em: sábado, 17/05/2014

Pesquisa mostra que o álcool consumido em excesso aumenta os riscos de estupro e assalto

Pesquisa mostra que o álcool consumido em excesso aumenta os riscos de estupro e assaltoUma pesquisa feita pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), revela que o álcool quando consumido causa no individuo uma maior tendência a praticar atos de violência e o deixa mais vulnerável a comportamentos agressivos praticados por pessoas ao seu redor. Com a pesquisa foi possível obter constatações de que quem bebe tem a maior probabilidade de se envolver em brigas com agressão física, de andar armado e até mesmo de ter ficha na polícia. Além disso, abusando na bebida alcoólica, a pessoa pode oferecer risco as outras de serem assaltadas e estupradas.

Os dados foram adquiridos por parte do 2º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), pesquisa realizada pela Unifesp, e divulgado ontem, sexta-feira (16) os índices ligados a violência urbana e ao uso do álcool no país. Todos os dados que foram levantados com a pesquisa, foram apresentados no Seminário Internacional, chamado “Álcool e violência: a influência da indústria de álcool”, uma realização da Associação Paulista Para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) em São Paulo. Para a pesquisa ser realizada, foram precisos 4.607 participantes que deram sua opinião, com 14 anos ou mais e de 149 municípios brasileiros no ano de 2012.

Vulnerabilidade da mulher

A pesquisadora, Clarice Madruga, uma das autoras, afirma que existe uma associação muito grande entre álcool e violência tanto no caso dos agressores quanto no caso das vítimas. Segundo o estudo, quem acabar ‘passando da conta’ tem duas vezes mais risco de ser assaltado, em razão dos efeitos que a bebida causa na pessoa. “A intoxicação alcoólica faz com que a pessoa se exponha mais, tenha um comportamento de risco, não evite lugares em função da segurança”, alerta.

Entre homens e mulheres que consomem álcool em excesso constantemente, se destacam os homens, contudo, para as mulheres as consequências vem de forma assustadora. Para o sexo feminino, há um risco de 3,6 vezes maior de estupro. De acordo com a pesquisadora, isso não quer dizer que a responsabilidade é da vítima em relação ao estupro, porém, o fato é a vulnerabilidade que ela irá se encontrar sob o efeito da bebida.