Publicado em: terça-feira, 10/04/2012

Pesquisa faz nova descoberta sobre novos genes ligados à obesidade infantil

Um estudo desenvolvido por um grupo de pesquisadores encontrou dois novos genes relacionados com a obesidade infantil. Eles podem aumentar o risco do de desenvolvimento de aumento de peso em crianças. Outros estudos mais antigos já haviam indicado genes que contribuem para o aumento de peso em adultos e também em doenças raras, no entanto pouco se conhece sobre os genes que influenciam no desenvolvimento da doença durante a infância. O trabalho desenvolvido pelo grupo de pesquisadores responsável pelas descobertas foi publicado no último domingo em uma revista americana chamada Nature Genetics. Esta é uma revista digital responsável pela publicação de resultados de pesquisas da área médica.

Para melhor esclarecer a pesquisa, foram cruzados resultados de 14 estudos feitos em diversos países, tais como Canadá, Austrália, Europa e Estados Unidos. Nesse universo, foi utilizada uma amostra de 5.530 crianças acima do peso ideal e 8.300 que estavam dentro da faixa correta de peso. Com esse resultado, foram encontrados dois novos genes que implicam na obesidade infantil. Trata-se do gene OLFM4, localizado no cromossomo 13, e o HOXB5, que está situado no cromossomo 17. Até o momento nenhuma pesquisa havia detectado que eles influenciam na obesidade em crianças. Estes genes são responsáveis em atuar no intestino, sendo que o gene OLFM4 apresentou relação com a flora microbiana intestinal. Essa relação implicaria na presença da doença.

A partir de agora, o objetivo da associação pangenômica, responsável pela realização do trabalho, é sistematizar o genoma para procurar as várias mutações genéticas dentro de um grupo específico de indivíduos. A pesquisa encontrou que as predisposições são freqüentes nos pacientes que fazem parte do grupo testemunha. Trata-se de pessoas não afetadas. Embora a pesquisa ainda esteja no início, um dos estudiosos, Struan Grant, do Centro de Estudos do Hospital Filadélfia (EUA), argumentou que com esse resultado já é possível contribuir com a medicina, pois ele possibilita que os médicos ofereçam aos pacientes a possibilidade de prevenção à obesidade infantil.