Publicado em: sexta-feira, 04/01/2013

Pesquisa diz que explicações da memória a longo prazo podem estar erradas

Pesquisa diz que explicações da memória a longo prazo podem estar erradasUma pesquisa publicada durante a quarta-feira (2) na revista “Nature” diz que o modelo que é mais aceito por cientistas para que seja explicado a maneira que se cria a memória a longo prazo nos seres humanos está errado.

Conforme a explicação que prevalece até o momento, a memória iria depender apenas de uma enzima presente no cérebro, que é conhecida como PKM-zeta. Porém segundo o novo estudo, realizado na Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, foi descoberto que ratos não tem esta enzima e mesmo assim podem formar memórias a longo prazo.

Esta enzima PKM-zeta foi teve sua descoberta feita pela equipe do cientista Todd Sacktor, do Suny Downstate Medical Center, na cidade de Nova York no ano de 2006. O grupo de Sacktor fez um uma molécula que bloqueou a ação desta PKM-zeta. A molécula, denominada como ZIP, conseguiu apagar memórias a longo prazo nos ratos, o que fez com eu fosse discutido através do mundo quais seriam as implicações sociais e éticas disto.

Porém neste novo estudo da Johns Hopkins, os pesquisadores cultivaram ratos que não tinham a enzima PKM-zeta. O objetivo disto era que fossem comparados dados de sinapses de ratos normais com os sem a enzima para que fossem encontradas pistas da maneira como esta enzima atuaria exatamente.

Porém, conforme aponta Lenora Volk, que era uma das pesquisadoras do projeto, este resultado não saiu como esperado, pois as sinapses dos ratos não sofreu prejuízo. Isto que dizer, que conforme os cientistas, a enzima PKM-zeta não é uma molécula chave para a memória a longo prazo, como sugerem estudos anteriores, mesmo que ela possa ter papel relevante sobre a memória.