Publicado em: terça-feira, 06/12/2011

PDT continua na base aliada do governo

O PDT, partido do ex-ministro do Trabalho, Carlos Lupi, decidiu continuar na base aliada do governo da presidente Dilma Rousseff (PT) mesmo após a demissão do companheiro de legenda. Lupi se viu obrigado a pedir demissão depois de uma série de denúncias divulgadas pelos meios de comunicação, sendo que a gota d’água foi a revelação que ele acumulou dois cargos públicos por cinco anos. A Comissão de Ética da Presidência já havia recomendado a exoneração do então ministro.

Agora, outra preocupação do PDT é manter o controle da pasta, pois existe a possibilidade de o PT assumir o comando. Ainda assim, o presidente interino da sigla, deputado André Figueiredo (CE), afirmou que continua “independentemente de qualquer coisa, na base do governo”. Antes da exoneração de Lupi, diversos integrantes do PDT haviam declarado que eram favoráveis ao afastamento do ministro, pois defendiam que as acusações estavam gerando uma imagem negativa para a sigla.

O ex-ministro teve que pedir demissão no domingo (4) depois de uma reunião com a presidente. Antes desse encontro, Dilma havia afirmado que ele só continuaria no cargo se conseguisse dar explicações convincentes sobre o acúmulo de cargos. Lupi também é presidente licenciado do PDT, mas não deve assumir o cargo neste momento.

“Não dá para o ex-ministro Carlos Lupi tirar o paletó de ministro, ir em casa, tomar um banho, botar uma camisa social e voltar ao Palácio como interlocutor do partido no governo. Acho que essa reunião tem justamente essa função, da gente redefinir essa interlocução,” afirmou o vice-presidente da legenda, Brizola Neto (RJ).