Publicado em: segunda-feira, 03/03/2014

Paternidade tardia pode trazer problemas à saúde da criança

Paternidade tardia pode ser um problemaUm estudo feito por cientistas americanos e suecos, afirma que a paternidade tardia pode ocasionar no aparecimento de muitos problemas de saúde em crianças. De acordo com os pesquisadores, os filhos de pais mais velhos estão mais propensos a desenvolver problemas como: autismo, transtorno do déficit de atenção e hiperatividade, transtorno de bipolaridade, esquizofrenia e até comportamentos suicidas. Também foi avaliado que essas crianças poderiam futuramente se envolver com o uso de entorpecentes. A causa apontada para isso são as mutações nos espermatozoides que acontecem principalmente em homens de idade avançada. Apesar destes problemas causados, também há benefícios, como uma relacionamento mais estável, e isso poderia compensar se a criança nascesse com algum dos problemas característicos. A pesquisa foi considerada como a mais bem feita e elaborada até agora acerca do tema, ela foi realizada pela Universidade de Indiana, nos Estados Unidos e no Instituto Karolinska, na Suécia. Como base para conduzir esta pesquisa, foram avaliados dados de 2,6 milhões de pessoas, incluído irmãos, e irmãos que nasceram do mesmo pai, eles também investigaram em torno da educação dada pelos pais das crianças após o surgimento destes problemas.

Resultados da pesquisa

Os cientistas destacaram que o risco geral continua baixo, apesar do risco do desenvolvimento desta desordem rara acabe dobrando ou triplicando em filhos dos pais que os tiveram com uma idade mais avançada, atinge apenas uma pequena parcela da população. Todavia, um dos cientistas que também está cuidando da pesquisa, Brian D’Onofrio, afirma que ficou impressionado com os resultados e acha que o risco é mais alto do que era esperado. A causa desses problemas, geralmente acontece, porque com ao mesmo tempo que o homem envelhece, consequentemente seu espermatozoide também, assim crescendo o número de defeitos e mutações. Segundo o professor James MacCabe, do Instituto de Psiquiatria do Reino Unido, apesar de todas as constatações, o homem não deve decidir quando ter um filho, baseado somente nas pesquisas. Ele também reafirmou o que já havia sido dito que, apesar dos riscos, eles só atingem uma pequena parcela desse população.