Publicado em: quarta-feira, 18/04/2012

Parlamentares querem criação de CPMI sobre Cachoeira

Os parlamentares já reuniram 340 assinaturas na Câmara e 54 no Senado para apoiar a criação da CPMI que tem por objetivo investigar as relações entre o empresário conhecido como Carlinhos Cachoeira e agentes públicos e privados que aparecem nas denúncias. O requerimento com as assinaturas foi protocolado esta noite, na Mesa Diretora do Senado.

Os líderes dos partidos foram ao Senado para entregar o documento com as assinaturas de seus partidários. Os líderes da Câmara compareceram ao Senado, todos juntos, para levar os documentos que reuniam as assinaturas de suas bancadas. Depois o líder do PT no Senado, Walter Pinheiro (BA), teve o trabalho de entregar o documento à secretária-geral da Mesa Diretora, Claudia Lira. Pinheiro disse que ainda estão faltando 13 assinaturas que se referem aos senadores do PTB que estão nas mãos do senador Gim Argello (DF), líder do partido.

De acordo com a secretária, o Senado e a Câmara terão a responsabilidade de verificarem possíveis irregularidades, como a duplicidade de nomes. Segundo Lira, são necessárias as assinaturas corretas de pelo menos 27 senadores e 171 deputados. Assim que isso for verificado, a deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), primeira-vice-presidente do Congresso Nacional, convocará uma sessão para ler o requerimento dos parlamentares e abrir a CPMI. Freitas está responsável em presidir a casa enquanto o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), se recupera de problemas de saúde.

Os parlamentares esperam que Freitas faça o núncio de criação da CPMI ainda nesta quinta-feira (19). Segundo eles, todos os partidos estão apoiando a criação da CPMI e por isso não há problemas que possam impedir o início do processo. Embora Pinheiro (PT) ressalte que não há motivos para estender a criação, ele preferiu não falar de datas para iniciarem os trabalhos. Segundo ele, é melhor esperar e depois dar uma data definitiva do que ficar apresentando estimativas que podem não ser cumpridas.