Publicado em: quinta-feira, 01/09/2011

Parlamentares atribuem absolvição de Jaqueline Roriz a voto secreto

O resultado da votação na Câmara dos Deputados no caso da deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF), absolvida das acusações de ter recebido dinheiro supostamente obtido por meio do escândalo conhecido como Mensalão do DEM, foi justificado pelo uso do voto secreto durante a sessão.

Jaqueline foi filmada recebendo o dinheiro do ex-secretário de Relações Institucionais do DF Durval Barbosa, responsável por delatar o mensalão. Absolvida, no dia seguinte à votação Jaqueline voltou às suas atividades normais.

O relator do processo, deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), votou a favor da cassação do mandato de Jaqueline. Para ele, haviam provas concretas do envolvimento da filha do ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz no esquema. Com a confirmação do resultado, Sampaio declarou que “ela conseguiu dividir o ônus de seu comportamento com todos os deputados da Câmara”. Antes de indicar seu voto, Sampaio realizou um discurso no qual defendeu que a população que elegeu Jaqueline não tinha conhecimento na época da possibilidade de envolvimento no mensalão.

Apesar de o vídeo ter sido gravado em 2006, quando ela ainda não ocupava nenhum cargo por voto, o arquivo foi descoberto e veiculado em março deste ano. Para o parlamentar Reguffe (PDT-DF), a culpa da absolvição de Jaqueline também é do voto secreto, o que faz existir uma “indústria de impunidade” na Câmara.

Por outro lado, o líder do Psol, deputado Chico Alencar (RJ), vê o resultado por outra perspectiva. Alencar acredita que o caso de Jaqueline reflete o medo que outros parlamentares tem de serem julgados por crimes que aconteceram no passado.