Publicado em: segunda-feira, 11/06/2012

Parada Gay SP marcha contra o preconceito

Para conscientizar e incentivar quanto a criminalização da homofobia e fim do preconceito, mais de dez trios elétricos fecharam na tarde de ontem, domingo (10), a Avenida Paulista, uma das avenidas mais movimentadas da região central de São Paulo. A festa contou com a presença de inúmeros grupos sociais que defendiam a causa, como drag queens, famílias, crianças, velhos e jovens.

Esta foi a décima sexta parada intitulada do Orgulho LGBT, sigla para os termos para lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. O lema deste ano era “homofobia tem cura: educação e criminalização”. O lema foi inspirado no Projeto de Lei 122/2006, que tem por objetivo tipificar a prática homofóbica como crime. A Parada ainda fazia referência ao projeto Escola sem Homofobia, proposta do governo federal que acabou sendo suspenso depois de ser criticado por diferentes setores da sociedade.

O manifesto ressaltava que o ambiente da escola precisa agir como espaço inclusivo, com a quebra de paradigmas e local para reflexão sobre novas concepções morais. A modelista Rosângela Gamella revelou a um portal da internet que um amigo foi assassinado a pedradas por dois rapazes homofóbicos. Ela sempre fica emocionada na época da Parada gay e tem muitos amigos homossexuais, mesmo sendo mantendo um relacionamento heteressoxual.

Discriminação

Laila Ferreira é transexual e trabalha como teleatendente. Apesar de ficar atrás do telefone, ela conta que já sofreu discriminação no ambiente profissional, mas conta que apesar disso, o ponto não a incomoda, por saber que existem muitos outros como ela. Laila destaca que participar da parada é uma forma de mostrar o seu apoio à causa.

Já o cabeleireiro Luciano Ribeiro, homossexual, conta que não sofre muita discriminação devido a sua discrição, que é tão grande, que nem mesmo seus familiares e colegas de trabalho têm ciência da opção sexual do cabeleireiro.

A expectativa para o evento era a participação de aproximadamente três milhões de pessoa, chegando inclusive a ter lotados inúmeros hotéis de categoria supereconômica e econômica próximos a região Paulista.