Publicado em: sexta-feira, 30/05/2014

Para acabar com o preconceito, dermatologistas mostram que muitas doenças não são transmitidas pela pele

Para acabar com o preconceito, dermatologistas mostram que muitas doenças não são transmitidas pela peleA pele é o que reveste o corpo humano, sendo o órgão mais aparente, por esse motivo, qualquer coisa que não esteja normal e é destacada na pele, logo é visto por todos, gerando muitas vezes preconceito. Para que isso não aconteça mais, as dermatologistas, Márcia Purceli e Denise Steiner explicam que a maioria das doenças que as pessoas julgam ser contagiosas ou transmitidas pela pele, na realidade, não é verdade.

Um exemplo disso é o albinismo, dermatite atópica, epidermose bolhose e ictiose são algumas doenças que chamam bastante atenção, mas não são transmitidas pelo contato de pele, ao contrário do que muitos pensam. A ictiose é uma doença rara e provocada por uma mutação genética, responsável por deixar a pele muito seca e em resultado desse ressecamento excessivo, a pele descama e acaba ficando com crostas, causando uma aparência que faz com que outras pessoas se afastem, por medo de se contagiar.

Uma outra doença bastanre comum é a hanseníase, causadora de manchas por diversas partes do corpo, essa doença não tem cura e também não é transmitida pela pele. Outro caso também é o do vitiligo, que é uma doença genética e não contagiosa, ela atinge o sistema imunológico do próprio paciente, atingindo as células que produzem pigmento para a pele, por isso a formação de diversas manchas esbranquiçadas.

A epidermose bolhosa, é uma doença que com apenas o toque faz a pele se desmanchar, criando feridas – também não há cura, mas por sua vez, não é contagiosa. Estes foram exemplos de doenças que não são contagiosas e precisam ser esclarecidas para que quem as possui, não passem mais por episódios de preconceito. Ao contrário desses, os únicos problemas que podem ser transmitidos pelo toque na pele, são a micose e a sarna.