Publicado em: terça-feira, 25/02/2014

Países terão que debater uso de tecnologia em policiamento, diz diretor de cinema

Diretor de cinema fala sobre o uso de tecnologia O Brasil está cada vez mais exportando talentos para os Estados Unidos, após a consagração de Fernanda Montenegro em 1999 pelo filme Central do Brasil, exportação de Gisele Bündchen e Rodrigo Santoro para estrelar filmes como os 300, desta vez é o diretor José Padilha. O brasileiro foi responsável por dirigir Tropa de Elite (1 e 2), filmes que fizeram sucesso aqui, mas que também lucraram milhões de dólares em salas de exibição norte-americanas.

Padilha retornar mais uma vez com um filme que promete arrepiar e trazer uma sensação nostálgica aos espectadores trata-se do remake de RoboCop, a franquia que fez um reboliço nos anos 80 e deslumbrou milhões de pessoas por todo o mundo. Durante uma entrevista ao programa da TV Cultura, Roda Viva, o diretor confessou que a tecnologia está cada vez mais presente em nosso cotidiano, e que futuramente, será usada no setor de policiamento.

Segundo Padilha, todos os países do mundo terão que um dia discutir a forma como a segurança será feita. No caso dos Estados Unidos, o país tem se dedicado massivamente quanto ao assunto, sobretudo após os ataques terroristas do 11 de setembro, há 12 anos.

No caso de RoboCop, o filme traz para a discussão social o uso de armas inteligentes, sobretudo os drones, os quais já são utilizados pelos Estados Unidos em países do Oriente Médio, vitimizando milhares de pessoas.

Padilha prevê que órgãos como o caso da ONU, precisam debater quais tipos de armas podem ser usados, pois até o momento não há um controle do que é fabricado. Quanto aos incentivos fiscais do Governo Federal, o diretor foi enfático ao dizer que não há investimento necessário na área cultural no país, assim como não acredita que já incentivo fiscal para que o cinema brasileiro cresça sem precisar de leis federais, como é o caso da Rouanet.