Publicado em: sexta-feira, 29/06/2012

Países definem termos de suspensão do Paraguai no Mercosul

Nesta sexta-feira (29), os presidentes da Argentina, Brasil e Uruguai irão se reunir em Mendoza, na Argentina, para definirem os termos referentes à suspensão do Paraguai no Mercosul (bloco econômico que integra as quatro nações). O novo governo do Paraguai, que assumiu o poder na semana passada, não irá poder participais das cúpulas nem das decisões até abril do próximo ano, mês em que serão feitas eleições presidenciais. No entanto, o Paraguai não irá sofrer sanções financeiras.

O chanceler brasileiro, Antonio Patriota, afirmou nesta quinta-feira (28), que o país vizinho não irá perder seus direitos e obrigações. A declaração foi dada depois da reunião com os ministros de Relações Exteriores do Uruguai e da Argentina. O Mercosul liberou, ontem, a quantia de US$ 66 milhões para as obras nas linhas de transmissão de energia elétrica que serão feitas no Paraguai.

Recursos do Focem

Os recursos liberados para as obras são do Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem). Este fundo foi criado em 2006 com o objetivo de diminuir as disparidades econômicas entre os países que compõem o bloco. O Paraguai não irá participar na reunião desta sexta-feira e, muito provavelmente, também não poderá participar da próxima, que será feita em dezembro no Brasil.

Em mais de 20 anos da história do bloco, esta é a primeira vez que acontece uma suspensão. Argentina, Brasil e Uruguai estão questionando se o processo de impeachment de Fernando Lugo é legítimo. Lugo foi afastado do cargo por seu acusado de não estar desempenhando corretamente suas funções e também de ser incapaz de manter a ordem do país. O processo de impeachment levou apenas 30 horas para tirar o presidente de seu posto.