Publicado em: terça-feira, 01/11/2011

Otan encerra atividades na Líbia

As atividades da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) na Líbia foram encerradas na última segunda-feira (31) depois de sete meses que os primeiros bombardeios feitos pela Organização foram lançados. O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, 62, foi à Trípoli na segunda-feira para se encontrar com autoridades do Conselho Nacional de Transição (CNT) e da sociedade civil, visita que marcou a primeira vez em que um membro da Otan esteve na Líbia.

Uma vez na Líbia, Rasmussen afirmou “é ótimo estar na Líbia, na Líbia livre. Agimos para proteger vocês. Juntos tivemos sucesso. A Líbia está finalmente livre, de Benghazi a Brega, de Misrata até as Montanhas Ocidentais e a Trípoli. À meia-noite (20h em Brasília), um capítulo bem-sucedido da história da Otan chegará ao fim. Vocês já começaram a escrever um novo capítulo na história da Líbia”. Apesar de terem concluído a missão, a Líbia fez diversos pedidos para que a Otan continuasse no país.

Para a Líbia, a presença dos soldados da Otan garantiria uma força a mais para capturar homens ainda fiéis a Muamar Kadafi, ex-ditador líbio, e evitar que fujam do país. Porém, a Otan defende que seu objetivo na Líbia era defender civis, mas não atuar diretamente no combate a homens armados.

A presença da Otan no país foi autorizada oficialmente em 31 de março, quando as Nações Unidas aprovaram um mandato de zona de exclusão aérea. Esse recurso dá a liberdade para forças estrangeiras, incluindo a Otan, usarem “todas as medidas necessárias”.