Publicado em: sexta-feira, 17/01/2014

Os chamados “rolezinhos” só são casos de polícia quando há risco iminente

Em uma escola da Zona Oeste de São Paulo, Geraldo Alckmin, Governador de São Paulo, afirmou que se há depredação ou roubo a polícia não poderá intervir.

Os rolezinhos, que estão agitando os Shoppings de São Paulo, só poderão ser apoiados pela polícia se tiverem necessidade de proteção à população. Enquanto isso os Shoppings só tem a segurança interna, que é privada e não conseguem deter os jovens. Fernando Grella, Secretário da Segurança Pública do estado, em nota, disse que essas manifestações dos jovens não podem ser consideradas crimes e por isso não são tratados como um caso de polícia.

Um caso que está sendo discutido. Em Campinas, antes dessas manifestações, o secretário já tinha dito que o papel da polícia não é fazer fiscalização em shopping e sim, manter a ordem. No final de semana passado houve um evento no Shopping Metrô Itaquera que a Corregedoria da PM está apurando uma ocorrência de excessos que houveram da parte dos policiais.

Os rolezinhos são combinados pelas redes sociais. Os jovens se reúnem em um determinado Shopping pra paquerar e passear. Isso tem ocorrido desde o fim do ano passado e os shoppings da capital paulista são os favoritos dos jovens.

No dia 08 de dezembro, no Shopping Metrô Itaquera houve um encontro, cerca de 06 mil jovens invadiram o local,.Muitas lojas fecharam mais cedo e também o centro comercial, com medo de roubos fecharam as portas mais cedo.

Já no dia 14 dezembro outro encontro reuniu 2,5 mil adolescentes fazendo tumulto, relataram alguns clientes do Shopping Internacional de Guarulhos. Dessa vez alguns foram encaminhados para delegacia e liberados logo após.

Para os organizadores tudo não passa de um encontro e declaram o evento como “grito por lazer”, sem nenhuma intenção ilegal. Mas mesmo assim se tornaram alvo de investigações por parte da polícia.