Publicado em: quinta-feira, 26/06/2014

Organização Mundial de Saúde demonstra preocupação em relação ao vírus da pólio no Paquistão

Organização Mundial de Saúde demonstra preocupação em relação a atuação de vírus da pólio no PaquistãoA Organização Mundial de Saúde demonstra preocupação em relação a possível proliferação do vírus da Poliomielite encontrado no Paquistão, este é um dos três países do mundo onde a pólio ainda tem registro de infectados, esta preocupação se deve a parcela de pessoas refugiadas que estão no país e que não tomaram a vacina contra a doença.

Segundo informações do Alto Comissariado das Nações Unidas foram detectados mais 500 mil pessoas que estão refugiadas vindas de Waziristão do Norte para deixar o conflito entre exército e talibãs, essas informação foram colhidas nos últimos dias.

A preocupação da Organização Mundial de Saúde tem razão de existir, já que além de essas pessoas serem vistas como desafios de subsistência, elas também estão frágeis, portanto podem estar mais susceptíveis a contrair o vírus da poliomielite.

Segundo informações do especialista em poliomielite da Organização Mundial de Saúde, Shona Bari as autoridades religiosas desta localidade de onde vieram esses refugiados, proibiram que a vacina contra a poliomielite fosse concedida aos habitantes, sendo assim a grande parte das crianças de lá não está imunizada contra a pólio, este fator aumenta os riscos de infecção pelo vírus.

Com base em todas essas situações 82 novos casos da doença foram constatados neste ano, número muito superior do que foi registrado no ano de 2013, quando os casos de pólio fecharam o ano com o registro de 93 casos da doença, em dois anos 70 menores ficaram paralisados pela ação do vírus.

Segundo Shona, a preocupação é de que crianças que não foram vacinadas possam contagiar as demais que também não estão imunizadas contra a doença, porém ela também diz que a região onde os refugiados se encontram tem níveis altos de vacinação registrados por isso eles avaliam que o risco não seja tão grande. Além disso outro fator contribui para que positivamente é o fato de que esses refugiados podem receber a imunização contra a pólio, já que não ocupam mais o território onde a prática de vacinação era proibida.

Shona relata ainda que muitos desses refugiados procurou a instituição para receber a vacina contra a poliomielite justamente por saberem que o risco de contágio da doença no caso de não estar imunizado é muito alto, o especialista garante também que não houve nenhuma recusa dos refugiados em relação a vacinação.