Publicado em: segunda-feira, 15/08/2011

Operação Voucher: Do total de 18 acusados, 17 são soltos para responderem em liberdade

A operação da Polícia Federal conhecida como Operação Voucher, a qual foi responsável pela prisão de 18 acusado de desvio de dinheiro do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), já tem 17 dos nomes liberados pelo juiz federal Guilherme Mendonça Doehler, do Tribunal Regional Federal da 1ª região. A estes foram concedidos os habeas corpus, enquanto o único que continua preso, o empresário Wladimir Silva Furtado, não entrou com um pedido de liminar.

Os primeiros a serem libertados foram o secretário-executivo do Ministério do Turismo, Frederico Silva da Costa, e o secretário nacional de Desenvolvimento de Programas de Turismo, Colbert Martins, na terça-feira (09). Com a soltura rápida dos acusados, o advogado responsável pela defesa de ambos, Renato Ramos, afirmou “foi completamente desnecessário ter todo o trabalho de levá-los para o Amapá se foram soltos em pouco tempo.” Porém, antes de serem julgados, o secretário-executivo, por exemplo, será afastado das suas funções e vai ficar sem receber salário até a conclusão do julgamento na Justiça Federal.

Além disso, ambos tiverem que pagar 200 salários mínimos como valor da fiança, sendo que esse valor chega a 109.000 reais. Outros acusados tiveram que pagar o mesmo valor para respoderem em liberdade, como os diretores do Ibrasi, Maria Helena Necchi Necchi e Jorge Kengo Fukuda, e os empresários José Carlos da Silva Júnior e Hugo Leonardo Silva Gomes.

As acusações são com relação a um desvio de dinheiro que teria acontecido em 2009 por meio de um convênio firmado entre o Ministério do Turismo e o Ibrasi, no Amapá.