Publicado em: quarta-feira, 18/09/2013

Operação no Costa Concórdia continua

Operação no Costa Concórdia continuaA primeira etapa para conseguir desvirar o navio próprio para cruzeiro Costa Concórdia terminou. Mas, ainda não é possível rebocá-lo. O navio pesa 114,5 toneladas e se soltou das pedras. Uma megaoperação está acontecendo para endireitá-lo. Os trabalhos tiveram início na segunda-feira, dia 16 de setembro e foram concluídos por volta das 4h de terça, 17, o que significa 23 horas da segunda no Brasil.

Franco Gabrielli é chefe da Defesa Civil italiana e é o porta voz da operação. Ele diz que o endireitamento da embarcação foi finalizado com bastante sucesso. Agora, o navio está apoiado em cima da plataforma. O pessoal que trabalha na operação marcou um ponto determinado para deixá-lo longe da Ilha de Giglio.

O diretor responsável pelas operações para mover o navio é o engenheiro Nick Sloane. Ele tem 52 anos de idade e é natural da África do Sul. Sloane diz que pela complexidade das ações, poucas nações seriam capazes de realizá-las de forma tão ágil. O engenheiro explica que a super operação envolve muitas questões de aço e eletrônica. A equipe constatou muitos danos no Costa Concórdia e será preciso realizar testes na embarcação que afundou.

Ao término dessa primeira fase, Sloane afirmou estar bastante aliviado, apesar de cansado. Os dois desejos dele após essa prévia era beber uma cerveja e ir para casa dormir. Os trabalhos foram intensos e ainda sofreram atraso de nada menos que três horas. Isso porque começou a cair uma tempestade forte na região. A operação é considerada a mais difícil e cara de toda a história da Itália.

E não é pouca gente envolvida. Em torno de 500 profissionais da Engenharia estão nessa empreitada. Eles vem de inúmeras partes do mundo e estão trabalhando há mais de um ano para colocar o navio de novo fora da água. O Costa Concórdia mede 300 metros e tem nada menos que 17 andares. Às 9h da manhã de segunda, os profissionais conseguiram começar o movimento de rotação.

A embarcação ficou encalhada durante 20 meses. Na primeira etapa, o mais difícil era movimentar a embarcação já que está localizada em uma área rochosa. Por sorte, isso foi conseguido ainda de dia.