Publicado em: quarta-feira, 31/08/2011

ONU desconsidera enviar tropar militares à Líbia e garante apoio político na era pós-Kadafi

A Organização das Nações Unidas (ONU) declarou nesta terça-feira (30) que não considera enviar tropas internacionais para mediar os conflitos antes que este termine. De acordo com o assessor do organismo para o planejamento pós-conflito, Ian Martin, a Líbia deixou claro que não deseja o envolvimento de instituições internacionais no desenvolvimento dos combates internos. Segundo Martin, o papel da ONU na Líbia está previsto para acontecer no momento em que as autoridades precisarem de ajuda na transição dos governos.

Em entrevista concedida à imprensa, Martin afirmou que “por enquanto, a missão não contará com capacetes azuis. Ficou muito claro que os líbios querem evitar o desdobramento militar da ONU ou de qualquer outra organização.” O assessor conta que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, defendeu em diversas ocasiões a interferência da ONU quando chegar o momento pós-Kadafi e o país precisar de apoio político para chegar à democracia. Martin informou que depois de uma conversa com o CNT ficou entendido que a Líbia não pedirá pelos agentes da ONU.

Segundo informações prestadas pelo assessor, junto a Ban Ki-Moon, ele e outras autoridades da ONU devem se reunir nesta quinta-feira (01) em Paris, onde fica localizada a sede da organização, com o líder do CNT, Mustafa Abdel Jalil.

Para Martin, a situação da Líbia agora é como se fosse um deserto político. Depois de quatro décadas sob o comando de um regime ditatorial, o país precisa recomeçar em meio a destroços resultantes dos intensos conflitos que aconteceram nos últimos seis meses.