Publicado em: quinta-feira, 18/08/2011

ONU decide transferir por motivos de segurança 15% da sua equipe na Síria

A Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou nesta quarta-feira (17) que 15% dos seus funcionários na Síria vão ser realocados por questões de segurança. Aqueles que fazem parte da equipe não-essencial serão transferidos a outras localidades, de acordo com o porta-voz da ONU em Nova York, Farhan Haq. Atualmente, a entidade conta com quase 160 funcionário na Síria. Dentro destes, a ONU afirma que cerca de “duas dezenas” vão ser retirados.

As preocupações com a segurança das pessoas na Síria vem crescendo na medida em que o ditador do país, Bashar al-Assad, tem autorizado o uso de medidas repressivas e violentas contra civis que protestam pelo fim do seu governo. Há cinco meses começaram as primeiras manifestações e, desde o mês de março, estima-se que mais de 2.000 pessoas tenham morrido. O regime ditatorial de al-Assad já completou 11 anos no poder. Junto aos funcionários da ONU, as suas famílias também serão deslocadas pela entidade.

Além da decisão da ONU de retirar parte da sua equipe da Síria, o chanceler da Tunísia também declarou que o embaixador do país foi convocado para retornar. A Tunísia usa o mesmo argumento da falta de segurança para justificar a necessidade de transferir o embaixador.

Outras nações demonstraram publicamente suas insatisfações com a maneira como al-Assad vem reagindo aos protestos realizados pelos rebeldes. No caso dos Estados Unidos, por exemplo, o presidente americano Barack Obama afirmou que a Síria vai ficar melhor sem o ditador. Com isso, representantes internacionais tentam pressionar o governo a deixar o comando.

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