Publicado em: quinta-feira, 22/08/2013

ONU convoca reunião urgente sobre a Síria

ONU convoca reunião urgente sobre a SíriaO Conselho de Segurança da ONU, a Organização das Nações Unidas, realizou na última quarta feira (21) uma urgente reunião com seus membros, que visava discutir a situação atual da Síria. Isso tudo por conta das denúncias que receberam de ter ocorrido outro ataque com armas químicas, em uma região próxima a capital do país, Damasco. A reunião foi realizada a pedido de cinco países dos 15 que compõe o Conselho de Segurança. De acordo com informações divulgadas à mídia, foram Estados Unidos, Coreia do Sul, Luxemburgo, Reino Unido e França que solicitaram o encontro de urgência.

De acordo com Ban Ki-moon, o secretário geral da ONU, a entidade estava absolutamente comovida com o novo ataque, declarando ainda que uma equipe de especialistas que está no país com a missão de investigar novos ataques está negociando estudar com as autoridades este último horrível massacre, que terminou com a morte de milhares de civis inocentes. Neste momento, uma das opções que vem sendo cogitadas é que a equipe em missão na Síria também averigue este novo ocorrido. O grupo chegou ao país no último sábado, liderado pelo professor sueco Ake Sellstrom, com um mandato inicial de 14 dias para as investigações.

De acordo com o porta voz da ONU, Eduardo Del Buey, a o regime de Damasco e as Nações Unidas estão ainda discutindo, em paralelo, outras prováveis denúncias que tratam do uso de armas químicas nos ataques. Del Buey acrescentou ainda que o secretário geral da ONU reafirmou mais uma vez a determinação que o grupo em missão tem de averiguar estar denúncias e caso seja confirmado o uso de armas químicas, seria comprovada a violação as leis internacionais.

Foi denunciado pelo grupo de oposição Coalizão Nacional da Síria (CNFROS) que pelo menos 1,3 mil pessoas acabaram mortas pelo último ataque, que supostamente teria sido realizado com o uso de armas químicas na região. As autoridades sírias negaram esta possibilidade. O grupo de oposição segue ainda criticando a passividade dos outros países diante de um grave ataque como este, compreendendo como uma forma de concordância com o regime de Bashar al Assad. As informações são do porta-voz da CNFROS, George Sabra.