Publicado em: terça-feira, 18/09/2012

ONG paga plásticas de estudante que sofria bullying

ONG paga plásticas de estudante que sofria bullyingA estudante norte-americana Nadia Ilse, de apenas 14 anos, sofria diariamente com as brincadeiras de seus colegas de classe, que zombavam de sua aparência. Com desníveis no queixo e no nariz, além de orelhas de abano, a jovem costumava inventar desculpas para não ir à sua escola em Cumming, na Geórgia.

Com a auto-estima abalada, Nadia evitava até mesmo se olhar no espelho. Apesar de todo o desconforto com sua própria aparência, a jovem evitava contar seus problemas para a mãe, Lynda. Um dia, entretanto, Lynda descobriu o que acontecia com a filha na escola, e decidiu ir atrás de ajuda.

Cirurgias

Sem dinheiro para bancar as operações plásticas da filha, Lynda recorreu à ONG Little Baby Face Foundation, famosa por realizar plásticas gratuitas em crianças que têm problemas faciais. As cirurgias da jovem, que custariam cerca de U$40 mil, foram realizadas gratuitamente.

Polêmica

Nadia foi atendida por Thomas Romo III, presidente da ONG e médico chefe do setor de operações plásticas do hospital Lenox Hill. As cirurgias estéticas em Nadia causaram muita polêmica. Diversas pessoas criticaram o processo seletivo da ONG, afirmando que Romo só fez as cirurgias devido ao bullying que Nadia sofria.

O médico, entretanto, fez questão de afirmar que esta questão ficou em segundo plano. De acordo com ele, Nadia foi escolhida para as cirurgias devido a seus problemas faciais. O médico só soube do bullying quando conversou com a mãe da garota.

Televisão

O caso de Nadia ganhou repercussão nos Estados Unidos ao ser exibido no canal de TV CNN. Muitos especialistas foram contra o procedimento, alegando que um acompanhamento psicológico era mais adequado do que as cirurgias plásticas.

De acordo com Romo, Nadia está agora muito autoconfiante e feliz com sua imagem. A jovem voltou, por exemplo, a prender os cabelos, algo que não fazia para esconder as orelhas de abano. A Little Baby Face realiza cirurgias deste tipo em crianças do mundo inteiro. Além do procedimento, a ONG paga também os custos de viagem e internação.