Publicado em: segunda-feira, 09/04/2012

OMS estima que mundo terá 2 bilhões de idosos em 2050

A OMS, Organização Mundial da Saúde, tem chamado atenção para o aumento da quantidade de pessoas no mundo com idade acima de 60 anos. O alerta aconteceu por ocasião do Dia Mundial da Saúde. Dentro do período de quarenta anos, 80% dos idosos irão viver nos países em desenvolvimento e emergentes.

Os dados apontam que a população mundial está envelhecendo rapidamente. Num pequeno espaço de tempo, o mundo contará com mais pessoas acima de 60 anos do que crianças com menos de cinco anos.

A OMS ainda alerta que muita gente tem o hábito de pensar que esta realidade irá se restringir apenas aos países ricos, como Europa e Japão, mas a realidade será outra, revelou o diretor do Instituto para Envelhecimento e Planejamento de Futuro da OMS em Genebra, John Beard.

Beard ainda explicou que nos países com baixa renda serão os que enfrentaram o processo de envelhecimento mais rápido. No ano de 2050, existirão dois bilhões de pessoas acima de 60 anos em todo o mundo e cerca de 80% delas estarão vivendo em países considerados emergentes ou em desenvolvimento.

A notícia tem um lado bom, já que isto também significa que a expectativa de vida e o bem estar de toda a população tem aumentado em nível global. Apesar disso, o aumento da idade é visto geralmente como um efeito do desenvolvimento socioeconômico.

Causa de morte

No mundo todo, os idosos têm falecido em grande parte pelas mesmas doenças. Beard ainda revela que as doenças não infecciosas são as que mais matam ou deixam as pessoas inválidas nesta fase da vida. De acordo com ele, baseado em pesquisas recentes sobre o assunto, o ponto de maior preocupação são as doenças cardiovasculares, demência e infecções respiratórias.

O tratamento para doenças destas áreas são geralmente simples e barato. Além disso, a maioria destas doenças pode ser evitada com um acompanhamento médico e estilo de vida saudável. Ainda assim, nos países em desenvolvimento os idosos morrem quatro vezes mais das “doenças do estilo de vida” do que nos países mais desenvolvidos.