Publicado em: sábado, 04/01/2014

Obesidade ao extremo

Obesidade ao extremoUm estudo publicado na Grã Bretanha indica um aumento da obesidade nos países como China, Índia, Indonésia, Egito e também no Brasil. Nestes países o número de obesos quase quadruplicou desde 1980, segundo o relatório. Mostrou que a taxa de sobrepeso e obesidade quase dobrou na China e no México. Também aumentou em um terço na África do Sul desde este ano.

Steve Wiggins, um dos autores do estudo disse que há várias razões para esse acontecimento, “com renda mais alta, as pessoas têm a possibilidade de escolher os alimentos que eles querem. Mudanças no estilo de vida, o aumento da disponibilidade de alimentos processados, publicidade, influências da mídia… tudo isso levou a mudanças na dieta”, relata. Para ele isso tem acontecido mais em países emergentes onde a Classe Média vive em centros urbanos e esquece a prática de exercícios físicos. Levando assim “a uma explosão de sobrepeso e obesidade nos últimos 30 anos”, podendo levar a sérios problemas de saúde.

O consumo exagerado de cereais e grãos, assim como a gordura de origem animal, açúcar e óleos é um perigo e poderá causar um “enorme aumento” em casos como ataques cardíacos, derrames e também a temida diabetes.

O relatório que foi feito pelo ODI ( Overseas Development Institute) revelou que na América Latina, por exemplo, o percentual de sobrepeso recomendado era de 30% em 1980 e em 2008 chegou a quase 60 %. 18 anos depois. A população mundial quase dobrou nesses anos, comparando a 557 milhões em países de alta renda.

Redução do sal prevista

O acordo entre o Ministério da Saúde e a Associação Brasileira da Indústria de alimentos para a redução de sódio nos alimentos industrializados prevê uma diminuição de 68% do teor do ingrediente nos laticínios, embutidos e refeições prontas. A meta proposta deverá ser atingida em 04 anos e na nova lista foram inseridos empanados, hambúrgueres, três tipos de lingüiça, presunto, requeijão e salsichas.