Publicado em: segunda-feira, 02/06/2014

Obama irá se reunir com presidente da Ucrânia

Obama irá se reunir com presidente da UcrâniaNa próxima quarta-feira, dia 4 de junho, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama irá se reunir com o presidente da Ucrânia, Petro Prochenko. O encontro acontecerá na Polônia e faz parte de uma viagem que Obama irá fazer pela Europa, passando pela França e Bélgica. As informações foram divulgadas pela Casa Branca.

A viagem de Obama tem o objetivo de garantir segurança e defesa dos países aliados do leste europeu por parte dos Estados Unidos. Há um compromisso entre esses países depois que a Rússia invadiu a região da Crimeia. Obama assegurou apoio total dos EUA à Ucrânia e até mesmo chegou a ligar para Petro Prochenko após saber de sua vitória nas urnas.

Obama quer reformas urgentes na Ucrânia. O presidente dos EUA diz que é importante fazer mudanças para que o país se unifique e desenvolva sua economia. Os dois presidentes concordam em dar sequência a um diálogo durante essa visita de Obama à Europa. Obama irá participar do 70º aniversário do desembarque na região francesa da Normandia.

Poroshenko foi eleito com 54% dos votos da população na eleição que ocorreu no dia 25 de maio. O ex-presidente Viktor Yanukovich foi destituído depois de ter tido vários protestos e mortes no país. A Ucrânia vem passando por uma grave crise política e social desde o final do ano de 2013. O início de tudo se deu quando Yanukovich não assinou um acordo que previa a associação política e o livre comércio da Ucrânia com a União Europeia.

O motivo pela recusa da assinatura era para buscar relações comerciais somente com o aliado, a Rússia. Depois dessa decisão, as manifestações públicas começaram e houve protestos sangrentos. Em fevereiro de 2014, as manifestações resultaram na destituição do presidente pelo Parlamento. Além disso, uma nova eleição foi agendada maio.

Um novo governo anti-Rússia e pró-União Européia foi criado e as tensões separatistas na região da Crimeia ficou mais intensa. O referendo realizado na Criméia resultou na adesão da região à Rússia, já que a maioria da população é de origem russa. Depois disso, o governo russo incorporou o território.