Publicado em: sexta-feira, 17/05/2013

Obama diz outra vez que não vai agir sozinho para conter conflito na Síria

Obama diz outra vez que não vai agir sozinho para conter conflito na SíriaO presidente Barack Obama dos Estados Unidos, disse durante a quinta-feira (16) que a situação atual da Síria deve ser visto como um problema da comunidade internacional e insistiu que a maior economia do mundo não vai agir sozinha para que acabe com o conflito que, segundo aponta a ONU, já chegou a matar mais de 80 mil pessoas. Ele falou que irão continuar a mobilizar a comunidade internacional, para que o ditador Bashar al-Assad veja que não tem a legitimidade do poder e deixe o comando do país.

Obama disse isto para a imprensa na quinta-feira (16) junto ao primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan. Ele afirmou ainda que não existem fórmulas mágicas para que as situações extraordinariamente violentas e que são difíceis como as da Síria possam ser resolvidas. O presidente norte-americano falou que se tivesse, ele ou o primeiro-ministro já teriam colocado em prática e esta crise já teria acabado. Obama disse ainda que está convencido que os parceiros dos Estados Unidos na região também não pensam que o unilateralismo possa ser uma boa opção para o caso.

Embaixadas

Durante a entrevista, Obama fez o pedido para que o projeto orçamentário seja aprovado e assim o Departamento de Estado possa ter melhor segurança durante missões diplomáticas fora do País, e evitar outro ataque como o que ocorreu no consulado de Benghazi na Líbia, que fez com que quatro diplomatas norte-americanos fossem mortos. Ele diz que está decidido a assegurar que irão fazer o possível para que outra tragédia como esta ocorra.

O plano orçamentário que Obama apresentou no mês de abril para o ano fiscal de 2014 chega a atribuir US$ 47,8 bilhões ao Departamento de Estado, e a prioridade é de uma melhora na segurança de instalações diplomáticas e também a presença na região da Ásia e Pacífico.

Este projeto de Obama ainda prevê que sejam destinados US$ 4 bilhões para a segurança de quem estiver realizando missões diplomáticas fora do país, conforme recomendações feitas depois do ataque para Benghazi.