Publicado em: segunda-feira, 30/07/2012

Número de lesões decorrentes de acidentes com moto aumenta no Rio de Janeiro

Número de lesões decorrentes de acidentes com moto aumenta no Rio de JaneiroSegundo dados do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), em 2012 houve um aumento do número de lesões graves entre motociclistas, o que é uma situação preocupante no estado do Rio de Janeiro. Os dados mostram que aproximadamente 40% das 452 cirurgias realizadas este ano no instituto são resultantes de traumas de vítimas que sofreram acidente com motocicletas. De acordo com o Ministério da Saúde, os principais problemas são o uso de bebida alcoólica, a alta velocidade e a ausência de capacete. Além disso, os acidentes envolvendo motocicletas geram gastos para o ministério, pois normalmente são acidentes graves que necessitam de tratamentos e cirurgias. Segundo o ministério, os gastos com esses acidentes dobraram em quatro anos, sendo que entre 2008 e 2011 o valor gasto pelo governo aumentou em 113%. Além disso, nesse período também houve aumento na quantidade de óbitos. De acordo com João Matheus Guimarães, vice-diretor do Instituto, os acidentes com motocicletas são mais graves e colocam em risco a vida do passageiro, pois ele absorve todo o impacto da batida. Há normalmente, segundo o médico, lesões graves como amputações, fraturas expostas e esmagamento de membros. Além disso, tanto o motorista quanto o passageiro estão vulneráveis a essas fraturas.

Motos deixam motoristas e passageiros vulneráveis aos acidentes

Segundo Guimarães, a principal diferença na gravidade das lesões entre vítimas de acidentes de carro e moto está no fato de que no carro há uma proteção metálica para o condutor e os passageiros, diferente das motos em que não há nenhuma proteção. É o corpo do motorista contra o chão e outros veículos. Isso torna as fraturas muito mais graves, assim como aumenta o índice de óbitos nos acidentes. Além das fraturas ósseas, o impacto das lesões na cabeça pode deixar seqüelas por toda a vida. Em função desses dados o Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial vai lançar, em setembro, uma campanha sobre o capacete ideal para diminui as fraturas no rosto e cabeça.