Publicado em: segunda-feira, 16/04/2012

Número de fumantes tem leve queda no país

De acordo com dados divulgados pela pesquisa Vigitel 2011 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), 14,8% da população com mais de 18 anos é fumante. A pesquisa foi divulgada sexta-feira pelo Ministério da Saúde. Se comparado com os dados de 2010, esse percentual é de somente 0,3% menor. Com relação a 2006, primeiro ano em que esta pesquisa foi feita pela Vigilância, a queda apresentada é de 1,3% já que na época o número divulgado pela pesquisa foi de 16,1% de fumantes na população acima de 18 anos.

A pesquisa indica ainda que há maior incidência de fumantes entre os homens, com 18,1%. Já as mulheres ficam abaixo da média, com 12%. Há ainda um percentual de ex-fumantes detectado pela pesquisa. São 22% das pessoas que deixaram o habito de fumar, sendo que 25% são de homens e 19% de mulheres. No caso de fumantes passivos, são 12%.

Segundo o médico pneumologista Cezar Romero, essa pequena queda indicada pela pesquisa não é suficiente, pois há um processo rotativo. Enquanto os mais velhos deixam de fumar, os mais jovens, quando completam18 anos, entram para as estatísticas. Dessa forma, ao mesmo tempo em que há uma queda no número de fumantes, há outros novos que entram para a contabilização equilibrando o percentual. Segundo o médico, mesmo com toda a conscientização a queda não é relevante. A média de pessoas que continuam a fumar é de 15%, mesmo sabendo dos malefícios que o cigarro pode trazer.

Conforme disse o médico, há um percentual de pessoas que gostaria de deixar o vício, mas há déficit de instituições que as auxiliem nesse processo. Na perspectiva do especialista, o que falta no país é um programa mais forte e atuante na luta contra o tabaco. O grande problema, para Romero, é a quantidade de doenças que se desenvolvem com o consumo de cigarros. Um exemplo, segundo ele, é o aumento em 60 a 70% dos casos de câncer de boca, laringe, língua e pulmão.