Publicado em: sexta-feira, 21/03/2014

Novo estudo mostra que crianças de 4 e 5 anos aprendem mais rápido como usar um aparelho desconhecido, do que estudantes universitários

Novo estudo mostra que crianças de 4 e 5 anos aprendem mais rápido como usar um aparelho desconhecido, do que estudantes universitários Um novo estudo feito nos Estados Unidos, revela que crianças tem maior facilidade em aprender como usar aparelhos eletrônicos desconhecidos, comparado com estudantes universitários. Segundo os pesquisadores, a explicação para isso, se deve ao fato de que elas não se prendem a ideias pré-concebidas de causa e efeito do produto, diferente dos adultos que já estabelecem essa relação na hora de conhecer o eletrônico.

O estudo foi feito com crianças entre quatro e cinco anos, e mais 170 estudantes universitários, todos eles foram chamados para tentar descobrir quais eram as funcionalidades de um gadget dado a eles, e que funcionava me maneira inusitada. Ele teriam que fazer uma caixa tocar música e acender as luzes por meio da combinação única ou em pares, de peças em formatos distintos. O resultado final do estudo, mostrou que as crianças foram mais ágeis do que os jovens, e também compreenderam com maior facilidade quais as combinações diferentes das formas que poderiam fazer com que a caixa começasse a executar suas funções.

Causa

De acordo com a autora sênior do estudo Alison Gopnik, as crianças descobriram que a máquina pode trabalhar de maneira inusitada e por conta disso, deveriam colocar os dois blocos em conjunto, explica a psicóloga na Universidade da Califórnia, em Berkeley. A especialista também conta que, além das crianças terem se destacado, os melhores e mais brilhante universitários agiam como se a máquina devesse sempre seguir a regra comum e óbvia, mesmo quando é mostrado que o aparelho poderia funcionar de uma maneira diferente. Em uma nota divulgada pela imprensa da universidade, informa que este é o primeiro estudo que avalia se as crianças tem o poder de aprender relações abstratas de causa e efeito ao comparar como os adultos agem diante disso.