Publicado em: quinta-feira, 29/03/2012

Novas gravações citam nome de Demóstenes e a situação do parlamentar complica

Ontem foram encontrados novos grampos da Polícia Federal que mostram novos indícios de que há ligações do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) com Carlinhos Cachoeira e a equipe que está sendo acusada de manter os caça-níqueis em Goiás. Segundo as gravações, o nome do parlamentar é citado em conversas de Carlinhos Cachoeira, principalmente em momentos em que ele sita grandes quantidades de dinheiro.

As gravações foram publicadas pela primeira vez ontem à noite pelo “Jornal Nacional”, da TV Globo. A conversa gravada em uma operação da política mostra o chefe da organização, Carlinhos Cachoeira, falando com integrantes do grupo sobre os lucros do esquema de caça-níqueis. Ao perguntar para um de seus comparsas sobre a contabilidade do negócio, ele responde “Um milhão do Demóstenes”.

Também fazem parte do esquema o contador Geovani Pereira da Silva e Cláudio Dias de Abreu. O primeiro é responsável pela administração financeira e o segundo, de acordo com a política, é sócio de Cachoeira. Embora o destino do dinheiro não tenha sido divulgado pelas conversas, há a citação do nome do parlamentar.

Demóstenes aparece em conversa sobre lucros do negócio

A conversa gravada mostra um calculo de dinheiro feito entre Cachoeira e o contador que está foragido. No total, de acordo com os acusados, o negócio fechou em “três e cem”. Segundo o sócio de Cachoeira, Demóstenes havia pedido para segurar “um milhão”. Na conversa Cachoeira diz que já estava segurando o dinheiro desde quando o parlamentar ganhou a eleição, em 2010. O nome do senador, de acordo com a política, apareceu seis vezes nas gravações feitas. Isso equivale a cerca de cinco minutos de conversa entre os acusados de participar da quadrilha. As conversas serão arquivadas e enviadas ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Com esse material poderá ser aberto um inquérito para verificar a participação do parlamentar nos crimes.